GPEE
GPEE
O Grupo de Pesquisa sobre Ética na Educação (GPEE) foi fundado em 2003 por professores pesquisadores da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro e se acha registrado no Diretório dos Grupos de pesquisa do CNPq.
Na medida em que um grupo de pesquisas é um espaço plural caracterizado pela livre circulação de idéias, nossos trabalhos investigativos se desenvolvem a partir de abordagens teórico-metodológicas diferenciadas que buscam somar e não dividir esforços no sentido de pensar e oferecer alternativas para enfrentar os desafios éticos da atualidade.
Coordenação
Vice-Coordenação
Maria Judith Sucupira da Costa Lins (FE)
Pesquisadores
Ana Lídia Felipe Guimarães
Andrea Penteado de Menezes (FE)
Ana Ivenicki (FE)
Bruna Rodrigues Cardoso
Carla Cristina Silveira
Daniela Honorato Sousa
Edith Maria Marques Magalhães
Filomena Rates
Glaucya Lins
Glauria Janaína dos Santos
Gleiza Miranda
Helen Silveira Jardim
Janaína Pires Garcia
Júlio Cesar Almeida de Oliveira
Karine de Andrade
Leni Theodoro
Letícia Calhau
Letícia Coutinho
Luciene Pereira
Luciene Vales
Luzia Cruz
Marta Amaral
Monique Maiques
Mariana Gomes
Micheleni Moraes
Rita de Cássia Souza da Silva
Roseane Caputo
Silvia do Socorro Celusso
Simone Nascimento
Talita Perini
Tatiana de Silva
Thaís Prandres
Thelma Taets
Vicente Estevam
Integrante
Maria Judith Sucupira da Costa Lins
Status: em andamento
RESUMO
Nos currículos escolares o ensino/aprendizagem da ética se organiza de diferentes modos. Hipótese: é possível ensinar/aprender ética sob variados modelos curriculares. Diferentes currículos promovem ensino/aprendizagem da ética.
Objetivos: 1. Observar a organização do processo de ensino/aprendizagem da ética e a presença nos currículos de diferentes escolas, no Brasil e no exterior. 2. Identificar a aprendizagem da ética em alunos das quatro primeiras séries do Ensino Fundamental. Partimos da descrição da evolução moral segundo Piaget que oferece a base da estrutura mental do aluno referente à ética e de estudos de Lawrence Kohlberg para constituir a fundamentação teórica desta pesquisa. A base filosófica é a obra de Alasdair MacIntyre. São 7 escolas: 2 particulares, leigas, no município do Rio de Janeiro, 1 pública no município do Rio de Janeiro; 1 particular, leiga em Mesquita, RJ; 1 particular leiga em Duque de Caxias, RJ; 1 particular, leiga em Recife, PE; 1 particular, religiosa em Shaker Heigths, OH, USA.
Integrante
Renato José de Oliveira
Status:
em andamento
RESUMO
A presente pesquisa tem por objetivos centrais investigar, entre os alunos das diversas licenciaturas da UFRJ, em que medida a formação que recebem contempla discussões acerca de problemas éticos/morais e se essas discussões são balizadas por um enfoque laico ou não. A Faculdade de Educação, unidade responsável pela formação pedagógica dos licenciandos na UFRJ, atende, anualmente, no município do Rio de Janeiro, a cerca de 2500 alunos provenientes de diferentes cursos, sendo este contingente a população-alvo da pesquisa. A investigação proposta é um estudo de natureza qualitativa, que busca desenvolver uma abordagem compreensiva ou interpretativa do fenômeno estudado. A opção por esse tipo de pesquisa se deu porque “a abordagem da investigação qualitativa exige que o mundo seja examinado com a idéia de que nada é trivial, que tudo tem potencial para constituir uma pista que nos permita estabelecer uma compreensão mais esclarecedora do nosso objeto de estudo” (BOGDAN & BIKLEN, 1994, p. 49). Tendo em vista o quantitativo que representa a população-alvo e a natureza qualitativa do estudo, a amostragem será definida posteriormente. O instrumento para a coleta de dados será um questionário composto por questões que levem os respondentes a defenderem seus pontos de vista a partir de argumentos que possam ser analisados por meio do método de análise retórica do discurso. Segundo Perelman e Olbrechts-Tyteca (1996), à diferença dos raciocínios formalizados que têm lugar na lógica e nas ciências matemáticas, as ciências humanas trabalham com raciocínios de natureza não coerciva, isto é, que não impõem a todos as mesmas conclusões necessárias. Tais raciocínios são chamados de retóricos e foram estudados por esses autores a partir de uma teoria da argumentação, também denominada nova retórica. Posteriormente, Meyer (1998, 2005) deu continuidade aos estudos contemporâneos sobre a retórica, buscando ir além do que a teoria da argumentação havia discutido. Para ele, a retórica se constitui em atividade que estuda o modo pelo qual os indivíduos negociam as distâncias existentes entre eles a propósito de uma questão ou problema, sendo permeada pelos consensos e dissensos que espelham a multiplicidade de opiniões e saberes. Uma de suas funções é “sugerir o implícito a partir do explícito” e “descobrir as intenções daquele que fala ou escreve, conseguir atribuir razões para o seu dizer, entre outras coisas através do que é dito” (MEYER, 1998, p. 22). A fim de dimensionar o número adequado de questões a serem propostas aos licenciandos, bem como se os enunciados das mesmas são satisfatórios, um questionário-piloto será aplicado em uma turma no segundo semestre de 2010. Dar-se-á preferência, na aplicação do piloto e na do instrumento definitivo, a turmas formadas por alunos provenientes de diferentes cursos, pois dessa forma não estará sendo privilegiado nenhum segmento particular da universidade.
Susana de Castro Amaral Vieira (coordenadora)
Resumo
Partindo do pressuposto central segundo o qual o teatro não serve ao propósito único de divertimento e prazer estético, mas também pode ser instrumento de reflexão filosófica-educacional, e do pressuposto, também central, segundo o qual, a imaginação é uma ferramenta ética fundamental do ser humano na sua atividade de solidarizar-se e sensibilizar-se com a dor de outro ser humano ou de outro ser vivo (é preciso imaginar-se na ‘pele do outro’ para
entender o conflito e dor pelo qual possa estar passando), acreditamos que é possível realizar um trabalho de educação ética através do teatro. Por ética e moral estamos entendendo aqui fundamentalmente a capacidade de ajustar comportamentos e desejos pessoais às necessidades de outrem e que esses ajustes não ocorrem de maneira abstrata, mas em concreto, seja na relação social com outras pessoas, seja através da observação de uma cena ficcional, na qual as situações sociais com seres humanos são reproduzidas. Aqui, observam-se dois elementos igualmente importantes: primeiro, a dor e o sofrimento visível é o elemento indicador de que a pessoa está passando por alguma dificuldade psicológica grave, por um conflito moral, que lhe causa enorme sofrimento e que suscita no outro a vontade de ajudar, segundo, os conflitos só surgem através do encontro de interesses humanos conflitantes, cada qual igualmente válido e justificado para cada uma das partes. O conflito moral surge quando o interesse de uma pessoa entra em choque com o interesse de outra. Normalmente, a opção mais ética é aquela que não fere aos interesses de outrem, mas nessas situações é impossível atingir um fim que se considera um bem, sem ferir alguns interesses alheios. Considerando tudo isso, o gênero teatral que mais serve aos nossos propósitos é o trágico, pois neste todos esses elementos estão presentes. Optamos, então, por trabalhar com as tragédias gregas. Nietzsche já dizia que a marca do espírito ‘superior’ grego não estava na filosofia, mas, sim, no teatro, nas catástrofes humanas espelhadas nas tragédias. No nosso projeto mesclamos técnicas de oficina teatral com leituras das tragédias gregas. O foco nas tragédias gregas não impede, entretanto, que estejamos atentas para as possíveis ‘redescrições’ que tenham sido feitas a partir do tema trágico, em qualquer linguagem artística, seja ela o romance ou o cinema. Por ‘redescrição’ entendemos a leitura particular que um artista possa dar a um tema originário de outro autor. Consideramos parte importante do nosso projeto abordar as diversas ‘interpretações’ que existam, ou que possamos dar, ao acontecimento trágico escolhido.
Produção coletiva
OLIVEIRA, R.J. de, PENTEADO, A., ALVES, C. N. Desafios éticos para a educação hoje. Painel apresentado no XV ENDIPE, Belo Horizonte, 2010.
OLIVEIRA, R.J. de et alli. Valores éticos/morais na visão de mundo de alunos do ensino fundamental. Rio de Janeiro, 2010, 70p. Relatório de pesquisa.
OLIVEIRA, R. J. de, LINS, M. J. S. C. Ética e educação: uma abordagem atual. Curitiba: CRV editora, 2009, 200p.
LINS,M.J.S.C., RUAS, P. ; OLIVEIRA, J., LONGO, M., MYIATA, E., DANTAS, J. – 2007 – Avaliação da Aprendizagem de ética na formação de professores de Ensino Fundamental. Ensaio. Avaliação e Políticas Públicas em Educação, v. 15, p. 255-276, 2007.
OLIVEIRA, R. J. de et alli. A ética nos projetos pedagógicos escolares. Rio de Janeiro, 2007, 90p. Relatório de pesquisa.
